Meio século de história

É comum lembrar-se da data de fundação da primeira Maternidade de Timbó através das diaconisas em 12 de setembro de 1937, que hoje denomina-se Hospital e Maternidade Oase. Mas, está importante entidade que em 2017 completou 80 anos como Maternidade, também tem outra data importante para comemorar, trata-se do dia 2 de fevereiro de 1968, oportunidade em que iniciaram os atendimentos da entidade como Hospital e Maternidade Oase.

História
De acordo com dados históricos de 1937 até 1968, existia apenas a Maternidade que contava com o trabalho da Schewester Helena Süss. Em 2 de fevereiro de 1968 a Maternidade transformou-se em Hospital e iniciou suas atividades, sob a coordenação do doutor Romariz Wolmer Jacques. De 1968 a 1974 o Hospital contava com oito leitos, uma sala cirúrgica, uma sala de parto e uma sala de curativo. A entidade ao se transformar em Hospital em 2 de fevereiro de 1968, tendo a documentação em dia, passou a fazer outros tipos de atendimentos, além da parte da Maternidade – reformas e ampliações foram realizadas.
A Maternidade funcionava na casinha aos fundos e na frente tinha um Jardim de Infância. Com a abertura do Hospital iniciaram-se as obras de construção da unidade que teve o apoio da família de Fritz e Gertrud Lorenz. Em 1974 já tinha sido construída a área do Centro de Imagem por Diagnóstico que contava com os serviços de um raio x, sendo que na parte superior tinha uma enfermaria grande e um quarto. O passo seguinte foi a construção da parte de trás do prédio com três pisos. Com o passar dos anos foi construído o Centro Cirúrgico.

Recursos de manutenção
De acordo de relatos coletados, anteriormente, junto a representante da Oaset, Terezinha Metzker, do presidente do Conselho Diretor, Haroldo Ritzke e dos profissionais médicos, Romariz Volmer Jaques e Ronaldo Bachmann, os recursos para manter a unidade de Saúde, quando tornou-se hospital, eram provenientes de convênio com o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), Funrural e Ipesc, além de parcerias com empresas, doações de políticos, ações da Oaset e valores recorrentes de internações, cirurgias e atendimentos. Quando o Hospital iniciou suas atividades os profissionais realizavam atendimentos de urgência e emergência – em uma sala determinada de Pronto-Socorro – gratuitamente.
Após a construção do Centro Cirúrgico e o aumento no número de leitos a instituição passou a ter mais recursos para manter os atendimentos em Saúde. Todos os recursos e doações para que o Hospital e Maternidade Oase seguisse e chegasse onde está hoje tem uma história, um apelo emocional e principalmente uma valorização do trabalho que aqui é realizado, desde o início com as doações das senhoras evangélicas que mantiveram a Maternidade funcionando de 1937 até 1968 e depois com a implantação do Hospital as doações precisavam ser maiores e mais constantes.
Em 2006, o Hospital e Maternidade Oase oferecia 68 leitos para os pacientes, e seu quadro de funcionários era formado por 72 colaboradores, com um corpo clínico de 30 médicos cadastrados, de diversas especialidades, que atendiam 3,8 mil pacientes por ano.

Novos desafios
No ano de 2010 e início de 2011 o Hospital e Maternidade Oase enfrentou sérios problemas financeiros, tendo a sua diretoria, em algumas situações, cogitado o próprio fechamento da entidade. A falta de recursos, os problemas estruturais e com os profissionais médicos levaram a direção a fazer a última tentativa para manter o hospital de portas abertas. Através de um Plano de Longo Prazo encabeçado pelo prefeito da época, Laércio Schuster Junior e com o apoio do doutor Melchior Moser, das senhoras da Oaset e dos integrantes do Conselho Diretor, e com o empenho do empresário Osvaldo Trisotto, trabalhou-se para que a instituição não se perdesse na história.
Assim em abril de 2011 o Vidas Instituto de Assistência à Saúde assumiu a gestão do Hospital, que hoje conta com uma estrutura completamente renovada e espaços humanizados, oferecendo atualmente 100 leitos e uma equipe de profissionais preparados para acolher os pacientes. Também disponibiliza uma gama de serviços que vai desde exames especializados e equipamentos de última geração, junto ao Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) e mais de 500 tipos de exames laboratoriais no Laboratório Oase. Também tem um Centro Cirúrgico que foi reestruturado com o que há de mais moderno em equipamentos e a Agência Transfusional de Sangue. E desde junho de 2017 o Hospital vem cada vez mais salvando vidas com a abertura da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto que foi implantada através da ajuda da comunidade timboense que abriu mão dos 10% do desconto do IPTU e do empresário de Jaraguá que abraçou no anonimato essa causa. Desde a sua abertura, dia 1º de junho até o dia 31 de dezembro, a UTI atendeu 176 pacientes.
E encontra-se em andamento a construção da UTI Neonatal, mais uma vez através da parceria com a comunidade.

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