Deficiência auditiva: problema pode ser detectado precocemente

“Ouvir é um dos sentidos mais importantes do ser humano. É através da audição que a criança se situa no ambiente, pois  é a partir dos sons que a circundam que ela sabe que a mãe está próxima, que está chovendo, etc. O sentido da audição é fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem A comunicação é a habilidade que mais diferencia o homem dos demais seres vivos. O estímulo auditivo se faz necessário desde que o bebê nasce! Dessa forma, quanto antes se diagnosticar problemas de audição e tratá-los, melhor para o desenvolvimento da criança. Por isso é importante realizar o Teste da Orelhinha”. As informações são da médica fonoaudióloga, Xenia Hoffmann que é formada pela Univale e atua no Hospital e Maternidade Oase e na Prefeitura de Blumenau.

Em entrevista a profissional de fonoaudiologia, explica que a deficiência auditiva é a doença mais frequente encontrada no período neonatal, quando comparada a outras patologias. “Tendo em vista a necessidade de cuidarmos e detectarmos de forma precoce essas alterações em nossos bebês, desde o ano de 2010 o Teste da Orelhinha, através da Triagem Auditiva Neonatal (TAN), é obrigatório e gratuito nos hospitais públicos e privados de todo o país sendo realizado na maternidade. (Lei Federal nº 12.303)”, destaca a profissional que desde agosto de 2015, quando começou a atender no Hospital e Maternidade Oase, até o dia 10 de abril de 2018, já realizou 1.527 Testes de Orelhinha, junto ao Ambulatório da entidade de Saúde.

 

O que é o Teste da Orelhinha        

De acordo com Xenia, trata-se de um exame objetivo, que avalia a integridade da cóclea; mais especificamente, a das células ciliadas externas. “O som ao passar pelo meato acústico externo, alcança a cóclea e a vibração estimula as milhares de células ciliadas. Esta produz um efeito que pode ser detectado e medido: as chamadas emissões otoacústicas”.

A médica ressalta que o diagnóstico deve ser realizado até os três meses de vida e a intervenção deve iniciar até os seis meses de vida. “Embora os problemas auditivos possam aparecer em qualquer idade, a atenção dada ao tema ainda durante a primeira infância até a pré-adolescência é essencial, pois o momento mais importante para uma criança aprender a língua é nos primeiros três anos de vida”.

A profissional observa que: “na verdade, as crianças começam a aprender a fala e a linguagem nos primeiros seis meses de vida. Quando a triagem não é realizada o diagnóstico da perda auditiva tende a ser realizado tardiamente, quando a criança já apresenta alterações ou atraso de fala”.

Xenia explica ainda que quando o diagnóstico é positivo, o bebê é encaminhado para o médico otorrinolaringologista, que irá orientar o tratamento para o problema. “Identificar o déficit auditivo na primeira idade, significa assegurar a obtenção da fala, evitando o comprometimento do desenvolvimento social e emocional da criança”.

Conforme a médica fonoaudióloga, pesquisas sugerem que aqueles que têm deficiência auditiva e obtiveram intervenção desde o início da vida têm melhores habilidades de linguagem do que aqueles que não tiveram um diagnóstico precoce. Por isso, quanto mais cedo você souber sobre a surdez ou perda de audição, mais fácil o seu filho irá conseguir se adaptar a uma nova comunicação.

 

Possíveis causas de deficiência auditiva

 

– Genética (surdez familiar pode pular várias gerações);

– A surdez pode ser decorrente de uma doença contraída pela mãe quando ela estava grávida, como uma infecção viral (rubéola, citomegalovírus, etc).

– Alguns produtos tóxicos também podem ser responsáveis pela surdez, como é o caso de certos medicamentos. Por esta razão, existem medicamentos proibidos para mulheres grávidas.

– O nascimento prematuro é uma causa comum, especialmente para os pequenos recém-nascidos com um peso de nascença inferior a 1,5 quilos.

– O sofrimento fetal no momento do nascimento, quando a criança não recebe oxigênio o suficiente é uma razão conhecida da surdez do bebê.

– A icterícia grave, quando há incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o filho pode provocar sequelas neurológicas, além da surdez.

– Infecções como meningites (bacteriana ou viral), encefalite e caxumba também podem causar surdez.

O Teste da Orelhinha é realizado com o bebê dormindo, em sono natural, ou sendo amamentado, do modo que ele fique mais tranquilo, é indolor, não tem contra-indicações e dura em torno de 10 minutos. O profissional capacitado para realizar esta avaliação é o Fonoaudiólogo.

 

Fique atento se:

– A criança não responder ao ser chamada

– Pede para aumentar o volume da TV

– A criança não acompanhar o processo de alfabetização na escola

– Pede para repetir o que foi dito.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *