Campanha Nacional contra a gripe

Mesmo com o aumento dos casos de gripe neste ano em comparação com o ano passado, a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe não atingiu a meta do Ministério da Saúde, que era vacinar, pelo menos, 90% do público-alvo. Gestantes e crianças continuam com o menor índice de vacinação do país com cobertura 73,2% e 73,4 respectivamente. São 3,3 milhões de crianças e 574,3 mil de gestantes que deixaram de se proteger contra a gripe.

No total, 6,8 milhões de pessoas, que fazem parte do grupo prioritário, deixaram de se vacinar durante a campanha, que teve duração de dois meses e terminou na última sexta-feira (22). Até esta segunda-feira (25), em todo o país, 86,1% do grupo prioritário havia se vacinado. O público com maior cobertura da vacina contra a gripe é o de professores, com 100,5%, seguido pelas puérperas (98,4%), indígenas (93,6%) e idosos (92,8%). Entre os trabalhadores de saúde, a cobertura de vacinação está em 90,4%. 

A partir desta segunda-feira (25/6), os municípios que ainda têm vacinas contra a gripe disponíveis podem estender a vacinação também a crianças de cinco a nove anos e adultos de 50 a 59 anos. A orientação do Ministério da Saúde ocorre após o término da Campanha Nacional de Vacinação para públicos prioritários, que teve início em 23 de abril.

A escolha dos grupos prioritários para a vacinação contra a gripe segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. “Foram dois meses de oportunidade exclusivamente para o grupo prioritário se vacinar. Agora, a recomendação é que as doses sejam disponibilizadas também para esses outros públicos”, destaca o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Vacinação da gripe por região

A região sudeste é a que tem menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 81%. Em seguida estão as regiões norte (81,6%), sul (86,2%), nordeste (92,3%) e centro-oeste com a melhor cobertura, de 97,6%. Entre os estados, Goiás, Ceará, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Alagoas, Maranhão, Tocantins, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Norte possuem cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%. Os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 63% e Rio de Janeiro, com 65,2%. 

Casos de gripe no Brasil

O último boletim do Ministério da Saúde aponta que, até 23 de junho, foram registrados 3.558 casos de influenza em todo o país, com 608 óbitos. Do total, 2.124 casos e 399 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 728 casos e 102 óbitos. Além disso, foram 296 registros de influenza B, com 40 óbitos e os outros 410 de influenza A não subtipado, com 67 óbitos. No mesmo período de 2017 foram registrados 1.459 casos de influenza e 237 mortes pela doença.

Entre as mortes em decorrência dos vírus da influenza, a mediana da idade foi de 55 anos de idade. A taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,29% para cada 100.000 habitantes. Das 608 pessoas que foram a óbito, 448 (73,7%) apresentaram, pelo menos, um fator de risco para complicação, com destaque para adultos maiores de 60 anos: cardiopatas, diabetes mellitus e pneumopatas. Esse público é considerado de risco para a doença, por isso a vacina contra a gripe é garantida gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Da Agência Saúde 

 

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